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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Intocável

Sempre que estou triste, perdendo a fé na vida, nas pessoas... eu busco uma forma de alimentar minha esperança. Geralmente, procuro a arte, ou a natureza. Elas tem o poder de melhorar meus dias. Diante das circunstâncias urbanas em que vivo, às 21h30, restou-me a arte como opção plausível.

Imagem do Filme "Intocáveis"

Fui então ao cinema, assistir "Intocáveis". Sempre que tenho o prazer de assistir a uma obra prima como este filme, saio meio que em êxtase do cinema. Ando um pouco pelas ruas e parece que as pessoas tem um outro jeito de falar, de sorrir, os sons e os aromas também estão mais vivos.



Não sei ao certo por que estou escrevendo esse post. Talvez porque eu sempre desejei que todos sentissem o mesmo que eu, sentissem a transformação de um dia de merda em alguma coisa que valha à pena! Talvez porque eu precise gritar para o mundo o quanto podemos nos sentir bem com atitudes tão simples, talvez porque eu não tenha nada melhor pra fazer depois de duas horas de deslumbramento... talvez... talvez...


Além da sensação de êxtase, esse filme me fez refletir sobre o tal dia de merda. Sobre a notícia do falecimento do pai de uma amiga querida, sobre o fato de eu ter me deparado com gente imbecil em ambientes de trabalho distintos, sobre a indecisão da minha vida amorosa, sobre o turbilhão de emoções a que estamos expostos.

Só tenho uma coisa a dizer, meus queridos, depois dessa montanha russa de sentimentos que nossa vidinha "parque de diversões" insiste em ter como brinquedo preferido: vivamos! vivamos!

Você se acha feio? Bonito? Gordo? Magro? Inteligente? Burro? Rico? Pobre? Está saudável? Doente? NÃO IMPORTA! Não sufoque seus sentimentos! Particularmente, passei anos fazendo isso e ganhei muito pouco: uma gastrite nervosa, uma série de pré-conceitos e, paradoxalmente, uma perda de tempo irrecuperável!

Vou parar por aqui, antes que eu fale mais e mais... Quando estou em dias como o de hoje, é como se eu fosse intocável por alguns instantes, sinto um "sem fim" absurdo dentro de mim!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mentiras Sinceras Ainda Interessam?

Olá, pessoas amadas (e outras nem tanto, mas que me lêem também)!

Depois de algumas semanas sem publicar, finalmente, me veio uma questão interessante. Vamos falar de pessoas e legendas. Sim! Contraditoriamente, o blog que se declara sem instruções, pede mais instruções para as pessoas!



Como é difícil entender os seres humanos. Essas criaturinhas nascem e, à medida que vão crescendo, vão criando uma linguagem própria, onde um simples "não" pode significar "sim", "talvez", "depende", ou "não" mesmo. As respostas nunca são claras, evidentes e óbvias, nunca dizem o que realmente deveriam dizer, vem cercadas de mistério e dribles estratégicos, com o único e fiel propósito de não se revelar como realmente é para o outro.

Isso nos traz um grave problema social. O ruído na comunicação está se tornando en-sur-de-ce-dor. Falta clareza nos relacionamentos. Na verdade, mais do que clareza, falta sinceridade. Diante de tantos padrões, de tantas limitações, infelizmente, somos criados pra sermos adultos, bem sucedidos, aparentemente felizes e HIPÓCRITAS!

Diante dessa desanimadora realidade, ficamos entre duas opções: 1) falar a verdade e parecer transgressor, revoltado, agressivo, sem coração? Ou 2) Usar meias palavras e deixar o interlocutor com cara de pastel, sem entender direito o que está acontecendo? Digo a vocês, do alto da minha curta experiência de 27 anos, que as meias palavras vem sendo usadas com preferência, pela grande maioria, há anos e anos. Isso quando não se opta pela mudez, ausência de resposta.

E sabe o mais engraçado? Isso não é uma escolha apenas do emissor da mensagem, mas é também uma escolha inconsciente do receptor. Se o emissor usa meias palavras, é falso, se fala tudo o que está sentindo, não se preocupou com os sentimentos alheios. E agora, como faz? Precisamos de legendas para os relacionamentos? Ou será que o conhecido verso de Cazuza ainda faz sentido? Mentiras sinceras ainda interessam? 

Deixo pra reflexão de vocês!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Facebook: um Doce Engano

Olá, meus queridos leitores!

Após alguns anos como usuária e analista de mídias sociais, além dessa minha mania de observar as pessoas no dia a dia, resolvi escrever aqui sobre o Facebook. Essa semana, aconteceram três eventos isolados, sobre os quais será inevitável não comentar.


Há cerca de 3 dias, uma colega me chama no talker do facebook e me fala: “Manu, eu não acredito que a Fulana tá namorando, meu! Com pode ela namorando e eu sozinha? E o cara ainda é gringo e rico!”

Mais adiante, no mesmo dia, atualizo minha timeline e vejo o post de outra amiga de facebook, reclamando que havia recebido uma intimação e postando a foto da dita cuja, com seu endereço completo exposto, em sinal de protesto.

Por fim, de ontem pra hoje, recebo uma mensagem de um colega, indignado, porque foi ameaçado pelo namorado de uma amiga em comum, pelo simples fato de ter dado parabéns a ela e chamado de meu amor, ou algo parecido. Tudo bem que eles já tiveram um chameguinho no passado, mas é passado e hoje eles são bons amigos, até onde eu sei.

Além disso, surpreendi a mim mesma olhando compulsivamente determinados perfis de facebook e tentando tirar conclusões sobre essa ou aquela postagem "suspeita"... (sim, isso revela um alto índice de paranoia, presente em quase todas as mulheres, mas que também tem crescido nos homens que acessam o facebook).

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Aprenda a Identificar um Covarde Crônico e a se Livrar Dele: Parte 2

Como eu havia prometido, aqui está o post de como se livrar de um Covarde Crônico, do tipo mais nocivo: o Covarde Ativo (C. A.)!


Não teremos grandes revelações aqui. Pra começo de conversa, acredito que a maioria das pessoas sabe o que fazer para se livrar de um covarde crônico, só não o faz porque esse tipo de pessoa é também um sedutor nato e consegue prender por muito tempo os mais carentes.

A criatura é tão cagona e tem tanta insegurança dentro de si, que constrói uma máscara de força e simpatia, para escapar de possíveis cobranças. Mas como se livrar de alguém simpático, atencioso e preocupado com seu bem estar?


domingo, 15 de julho de 2012

Aprenda a Identificar um Covarde Crônico e a se Livrar Dele: Parte 1

Olá, meus caros leitores! Faz um tempinho que não posto aqui. Eu andava um pouco sentimental demais e aqui não é lugar de falar dos meus sentimentos (apenas). Aqui é lugar de criticar, de ser ácida, irônica e provocar vocês a refletir sobre o nosso cotidiano e a atitude das pessoas que se instalam em nossas vidas, muitas vezes, vindas do além. Portanto, lá vamos nós!


segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Valor do Proletariado

A crônica de hoje é destinada, especialmente, às meninas. Mas menino que é esperto, lê!

Há cerca de 10 anos, quando ainda fazia faculdade de marketing, durante uma aula de comunicação, um professor comentava sobre a importância de elogiar, citando o exemplo da mulher e de como um elogio, uma cantada, pode fazer bem para o espécime do sexo feminino. Eis que uma alma inspirada da turma, cujo bom gosto estético era algo bem duvidoso, porém a boa alma indiscutível, solta a seguinte afirmação: “é verdade, professor. Que mulher não gosta quando passa em frente a uma obra e escuta um ‘gostoooooooooosa’ do pedreiro?”. Não preciso dizer que, pelo menos, metade da sala reagiu negativamente à manifestação espontânea e cheia de sinceridade da colega.

Hoje, após um divertido flerte com um garçom gatinho no bar da esquina, esse caso me veio à mente e me fez repensar a utilidade do proletariado para a auto-estima da mulher.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Importante é Ter Saúde... Será?

Olá, meus tchutchucos! Hoje vamos falar dos três pilares da vida, mas não esperem filosofia demais, porque hoje estou meio sem paciência para elucubrações! Mas uma questão tem sido recorrente em minha mente, assim como a britadeira da obra do vizinho (sempre tem uma obra acontecendo quando moramos em SP! rs)

Desde que saímos da barriga da mamãe, ouvimos mães, tias, avós, agregados, vizinhos e afins, grudados no vidro da maternidade, ou na barra do berço, repetindo: que belezinha... o que importa é ter saúde! Tem saúde? O resto a gente corre atrás! (especialmente quando somos aquela criancinha meio feia, meio torta, ter saúde é uma felicidade e um bom argumento para fugir da falsidade de dizer: olha, que criança liiiinda! =D)

Então crescemos com essa ideia fixa e conformista de que ter saúde é o bastante, além de ser uma dádiva merecedora da mais pura gratidão. Não discordo dessa última qualificação. Saúde é uma dádiva sim e eu quero continuar com a minha!


terça-feira, 24 de abril de 2012

O "Pegador" é Bonito a "Pegadora" é Vagabunda! E agora?

Estava eu preparada para descansar as pantufas e, finalmente, dormir mais cedo, quando uma ex aluna minha posta a imagem abaixo. Não resisti e vim escrever um post que promete ser polêmico...


OK. Agora que vocês já leram, antes que os machistas de plantão comecem a me enviar presentes e que as feministas extremas passem a me ameaçar de morte, permitam que eu exponha meu modesto ponto de vista.



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Por que tanta gente (finge que) desiste de se apaixonar?

Olá, meus queridos leitores!

Esses últimos dias, escutei de várias amigas e até de desconhecidas, no metrô, no ônibus e no meio da rua, coisas do tipo:

_Por isso que eu não quero mais saber de homem! Mas também não vou virar lésbica! Vou pra um convento!
_Ai, agora eu não me apego mais, agora eu piso, passo por cima!
_Ah, tô muito desencanada de homem... Quero viver pra mim agora!



É engraçado ouvir isso hoje e sentir como se eu tivesse me olhando no espelho há uns anos atrás. Eu falava e repetia sempre as mesmas coisas, do mesmo jeito e com a mesma revolta, talvez até maior! A essa hora, posso ouvir os pensamentos das minhas queridas litoras sussurrando: e não é que é!? rs

Eu pensava igualzinho. E quem não pensaria depois de tantas decepções que a vida traz? Pensava, disse bem... pensava... Mas aí veio a primeira decepção, passou e eu não morri; veio a segunda, passou, e eu continuo vivinha; veio a terceira, passou e eu ainda consigo escrever coisinhas pra vocês... Moral da história? Decepção não mata, ensina a viver! (devo ter lido isso num livro...)


terça-feira, 17 de abril de 2012

Seja bem-vindo!



Olá, queridas leitoras e esperados leitores (não, este não é um espaço exclusivo para mulheres)!

Este blog é dedicado a você que, assim como eu, está em um mundo moderno, mas nem sempre se sente tão capaz de lidar com tantas modernices (Modernices? Estranho... Sim! Modernices. Sou adepta do neologismo e você vai ver muito dele por aqui)! É pra você que fica meio perdido na tecnologia, que se pergunta se deve ou não deve se apaixonar de novo, que está sempre procurando uma fuga pra essa solidão acompanhada em que a gente se afoga todos os dias... Enfim, é pra você que não aguenta mais a redundância das historias, dos problemas e das soluções clichê que nunca funcionam de fato!

O Manual é Sem Instruções e Sem Pretensões! Aqui você não vai encontrar caminho, lâmpada mágica, milagre, fórmula secreta, segredinhos, ou dicas para nada. Aqui se encontra minha modesta opinião sobre questões do cotidiano que me deixam encafifada, sobre coisas que, de tão banais, tornam-se importantes em uma cabecinha que sofre de POC (Pensamento Obsessivo Compulsivo)!

Convido vocês a tentar entender as confusões e confissões de uma mulher mergulhada nessa tal modernidade!

Sejam todos bem vindos! Enjoy it! ;)