Desde que saímos da barriga da mamãe, ouvimos mães, tias, avós, agregados, vizinhos e afins, grudados no vidro da maternidade, ou na barra do berço, repetindo: que belezinha... o que importa é ter saúde! Tem saúde? O resto a gente corre atrás! (especialmente quando somos aquela criancinha meio feia, meio torta, ter saúde é uma felicidade e um bom argumento para fugir da falsidade de dizer: olha, que criança liiiinda! =D)
Então crescemos com essa ideia fixa e conformista de que ter saúde é o bastante, além de ser uma dádiva merecedora da mais pura gratidão. Não discordo dessa última qualificação. Saúde é uma dádiva sim e eu quero continuar com a minha!
Mas será que, quando saímos das fraldas, ter saúde basta? Agora, pergunto para os mais crescidinhos: será que se eu tiver saúde, mas o trabalho tiver um tédio e o amor estacionado, posso me considerar satisfeito? Depois de algumas horas de reflexão enquanto o metrô me levava para o trabalho que, nos últimos dias, anda meio entediante, percebi que a saúde é uma variável dependente dos demais fatores inerentes à existência humana! (OK! Tive um momento nerd! =D). Em outras palavras, creio que é possível ter uma saúde de atleta, mas se o trabalho vai mal, ou o coração tá apertado por causa de alguém, bate aquela tristeeeeeeza, aquela falta (ou o excesso) de vontade de comer, aquele banzo... e a saúde vai pro brejo!
Ou seja, a tal da saúde emocional é uma danadinha intrometida, que faz questão de ferrar com todo o resto que está em equilíbrio! É o tal princípio “mente sã, corpo são” tão difundido. Regidas por este mesmo princípios, estão as pessoas que conseguem se curar mais facilmente de diversas doenças, por meio de atividades que gostam de executar, ou mesmo ajudadas por um grande amor.
Portanto, meus queridos, se conselho valer de alguma coisa, eu digo pra vocês largarem tudo que faz mal! Deu aquele aperto no coração? Chuta que é macumba! Hahahahaha... Joga fora tudo o que angustia, porque hoje ou amanhã, isso ataca seu corpinho de uma forma ou de outra!
O trabalho tá ruim? Larga (mas procura outro antes, pelamordedeus!)
O namoro já deu? Termina (tem gente que namora por preguiça de ficar só e isso não faz bem à saúde!)
A vida tá um tédio? Faz uma lista do que você gostaria de fazer e põe em prática JÁ!
Levanta esse traseiro da cadeira e vai ser feliz! =D

Adorei o que vc escreveu e lembrei de um conceito interessante que li num livro no qual dizia: doença não é o oposto de saúde, pois existem os chamados "níveis de saúde", e nele inclui tudo em nossa vida como trabalho, relacionamento, qualidade de vida e etc., e existe a doença. Abraços e sou sua fã.
ResponderExcluirExatamente, Patrícia! E esse post é um alerta pra pessoas que estão com nível de saúde baixo e não se dão conta disso, por acreditarem que organicamente está tudo ok. A intenção é alertar que saúde vai além de um exame de triglicerídios em ordem, ou de uma frequência cardíaca perfeita. Saúde é estar bem consigo mesmo, por dentro e por fora, fisicamente e emocionalmente. Vou procurar esse conceito depois, pra ler com mais calma. =)
ExcluirMuito Bom. Corajoso e zero hipócrita. Beijos
ResponderExcluirObrigada, Ka. Sempre bom ver seus comentários por aqui!
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