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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mentiras Sinceras Ainda Interessam?

Olá, pessoas amadas (e outras nem tanto, mas que me lêem também)!

Depois de algumas semanas sem publicar, finalmente, me veio uma questão interessante. Vamos falar de pessoas e legendas. Sim! Contraditoriamente, o blog que se declara sem instruções, pede mais instruções para as pessoas!



Como é difícil entender os seres humanos. Essas criaturinhas nascem e, à medida que vão crescendo, vão criando uma linguagem própria, onde um simples "não" pode significar "sim", "talvez", "depende", ou "não" mesmo. As respostas nunca são claras, evidentes e óbvias, nunca dizem o que realmente deveriam dizer, vem cercadas de mistério e dribles estratégicos, com o único e fiel propósito de não se revelar como realmente é para o outro.

Isso nos traz um grave problema social. O ruído na comunicação está se tornando en-sur-de-ce-dor. Falta clareza nos relacionamentos. Na verdade, mais do que clareza, falta sinceridade. Diante de tantos padrões, de tantas limitações, infelizmente, somos criados pra sermos adultos, bem sucedidos, aparentemente felizes e HIPÓCRITAS!

Diante dessa desanimadora realidade, ficamos entre duas opções: 1) falar a verdade e parecer transgressor, revoltado, agressivo, sem coração? Ou 2) Usar meias palavras e deixar o interlocutor com cara de pastel, sem entender direito o que está acontecendo? Digo a vocês, do alto da minha curta experiência de 27 anos, que as meias palavras vem sendo usadas com preferência, pela grande maioria, há anos e anos. Isso quando não se opta pela mudez, ausência de resposta.

E sabe o mais engraçado? Isso não é uma escolha apenas do emissor da mensagem, mas é também uma escolha inconsciente do receptor. Se o emissor usa meias palavras, é falso, se fala tudo o que está sentindo, não se preocupou com os sentimentos alheios. E agora, como faz? Precisamos de legendas para os relacionamentos? Ou será que o conhecido verso de Cazuza ainda faz sentido? Mentiras sinceras ainda interessam? 

Deixo pra reflexão de vocês!