Depois de algumas semanas sem publicar, finalmente, me veio uma questão interessante. Vamos falar de pessoas e legendas. Sim! Contraditoriamente, o blog que se declara sem instruções, pede mais instruções para as pessoas!
Como é difícil entender os seres humanos. Essas criaturinhas nascem e, à
medida que vão crescendo, vão criando uma linguagem própria, onde um simples
"não" pode significar "sim", "talvez",
"depende", ou "não" mesmo. As respostas nunca são claras,
evidentes e óbvias, nunca dizem o que realmente deveriam dizer, vem cercadas de
mistério e dribles estratégicos, com o único e fiel propósito de não se revelar
como realmente é para o outro.
Isso nos traz um grave problema social. O ruído na comunicação está se
tornando en-sur-de-ce-dor. Falta clareza nos relacionamentos. Na verdade, mais
do que clareza, falta sinceridade. Diante de tantos padrões, de tantas
limitações, infelizmente, somos criados pra sermos adultos, bem sucedidos,
aparentemente felizes e HIPÓCRITAS!
Diante dessa desanimadora realidade, ficamos entre duas opções: 1) falar
a verdade e parecer transgressor, revoltado, agressivo, sem coração? Ou 2) Usar
meias palavras e deixar o interlocutor com cara de pastel, sem entender direito
o que está acontecendo? Digo a vocês, do alto da minha curta experiência de 27
anos, que as meias palavras vem sendo usadas com preferência, pela grande
maioria, há anos e anos. Isso quando não se opta pela mudez, ausência de
resposta.
E sabe o mais engraçado? Isso não é uma escolha apenas do emissor da
mensagem, mas é também uma escolha inconsciente do receptor. Se o emissor usa
meias palavras, é falso, se fala tudo o que está sentindo, não se preocupou com
os sentimentos alheios. E agora, como faz? Precisamos de legendas para os relacionamentos? Ou será que o conhecido verso de Cazuza
ainda faz sentido? Mentiras sinceras ainda interessam?
Deixo pra reflexão de vocês!

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