Há cerca de 10 anos, quando ainda
fazia faculdade de marketing, durante uma aula de comunicação, um professor
comentava sobre a importância de elogiar, citando o exemplo da mulher e de como
um elogio, uma cantada, pode fazer bem para o espécime do sexo feminino. Eis
que uma alma inspirada da turma, cujo bom gosto estético era algo bem duvidoso,
porém a boa alma indiscutível, solta a seguinte afirmação: “é verdade,
professor. Que mulher não gosta quando passa em frente a uma obra e escuta um ‘gostoooooooooosa’
do pedreiro?”. Não preciso dizer que, pelo menos, metade da sala reagiu negativamente
à manifestação espontânea e cheia de sinceridade da colega.
Hoje, após um divertido flerte
com um garçom gatinho no bar da esquina, esse caso me veio à mente e me fez
repensar a utilidade do proletariado para a auto-estima da mulher.
